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Diário de Filmagens

Diário de Filmagem – 12/01/16 (escrito em 13/01/16 – 7h44)

As estatísticas, as feministas e, na verdade, qualquer pessoa com razoável conhecimento do meio, sabe que o cinema (e a indústria audiovisual como um todo) é um território ainda bastante machista. Os homens estão no comando das grandes produtoras; a grande maioria dos diretores, roteiristas e técnicos do primeiro escalão são homens; e os salários para funções iguais tendem a privilegiar os profissionais masculinos. Isso sem falar na teoria de que os filmes são feitos pensando nos cérebros dos espectadores homens, o que leva a uma perspectiva distorcida da sociedade. Temos que fazer força, homens e mulheres, pra equilibrar mais essas coisas.

Contudo, como vocês podem ver nas duas primeiras fotos deste post, em BIO a produção está inteiramente na mão das mulheres. Da produção executiva às assistentes de base, o poder feminino é absoluto. Na primeira imagem, vemos Luísa Adegas (assistência de direção de producão), Marília Garske (direção de produção), Iami Gerbase (produção de elenco) e Luciana Tomasi (produção e produção executiva). Na segunda, Daniela Monteiro (assistência de base), Nara Rodrigues (assistência de base), Patrícia Barbieri (assistência de produção executiva) e Maristela Ribeiro (assistência financeira). Ainda temos a Gabriela Kohek (assistência de base), que não está nas fotos. Sem elas, BIO ficaria eternamente no reino das ideias e dos conceitos. Com elas, transforma-se a cada diária em algo concreto e capaz de, num futuro próximo, chegar ao público. Obrigado, meninas. Nós, homens, sabemos que vocês são muito melhores do que a gente, inclusive no cinema.

A diária de ontem (sim, escrevo atrasado pela primeira vez, desculpe) foi a mais difícil até aqui. Basicamente por questões técnicas. O roteiro pedia que as duas entrevistas, com a atriz Giulia Góes e o ator Guilherme Cury, acontecessem dentro de táxis, no inverno de Nova Iorque, e o departamento de arte queria neve. No entanto, estávamos em pleno verão de Porto Alegre, com 35 graus fora do estúdio e um sol de rachar. Portanto, começamos bem cedo a trabalhar pra fabricar essa grande mentira. É aí que o cinema mostra seu poder. Levamos um carro pra dentro do estúdio, tínhamos um projetor e uma máquina de neve. O resto conto um dia, com mais, calma, pois daqui a trinta minutos tenho que voltar pro set. Creio que as fotos, hoje em número maior, são bem eloquentes e informativas. Nova Iorque é uma grande cidade, onde às vezes se passa muito frio. Espero que tenhamos conseguido reproduzi-la com beleza e dignidade, mesmo sair do bairro Medianeira.

 

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